Medida protetiva tem que vir acompanhada de tornozeleira eletrônica “cor de rosa”

Os noticiários, pelo país a fora, diariamente mostram o desrespeito e a crueldade com que certos homens tratam as mulheres. São denúncias de abusos, violência doméstica, maus tratos e assassinatos.

A sociedade parece estar conformada com a regularidade com que esses crimes ocorrem. O “sistema” faz com que virem apenas números de uma estatística desumana e que se avoluma dia a dia.

Um código penal arcaico, machista e cheio de brechas amarra as mãos da polícia e da justiça, deixando as vítimas sem proteção, sem justiça e com a insegurança como companheira diária.

Por outro lado, a nítida certeza da impunidade ou das benesses da “lei”, fazem com que os abusadores, agressores e assassinos de mulheres se sintam a vontade para praticar seus atos hediondos.

O tempo entre uma denúncia e, às vezes, uma condenação, é o suficiente para o que foi uma ameaça ou uma agressão se transformar em um homicídio ou, como agora é denominado, feminicídio.

Muitos conceitos tem que ser mudados em nossa sociedade e em nossa legislação, mas uma coisa que talvez ajudasse a, pelo menos, reduzir as barbáries cometidas contra as mulheres, seria uma medida protetiva eficaz, que não ficasse apenas no papel e que tanto a polícia, quanto a sociedade, pudessem fiscalizar.

“Que sejam colocadas “TORNOZELEIRAS COR DE ROSA” em homens que abusam, ameaçam e agridem mulheres, pelo menos até seu julgamento”. Dessa maneira a justiça saberia se o acusado está mantendo a distância exigida, como também a sociedade saberia quem deve ser privado de seu convívio.

Coisa que nunca irá ocorrer, pois existe a “PRESERVAÇÃO DA DIGNIDADE HUMANA”, sempre presente na defesa dos réus e raramente na das vítimas.

 

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