Nem LAVA JATO e nem LAMA ASFÁLTICA põe medo em certos indivíduos

Nem o desenrolar da LAVA JATO e da LAMA ASFÁLTICA está sendo suficiente para acabar com o relacionamento promiscuo entre empresários, políticos e ocupantes de cargos públicos de alto escalão.

Esse relacionamento promiscuo e a defesa da “causa própria” ficam evidentes em casos onde, aqueles que deveriam defender o patrimônio publico,  defendem um empresário que não cumpre com o estabelecido em “CONTRATO”.

Os aditivos contratuais, que são previstos para situações de imprevistos, estão se tornando uma maneira de aumentar ganhos de empresas e financiar campanhas eleitorais futuras.

Não é incomum vermos políticos brigando para que contratos de empresas sejam aditivados, usando da imprensa podre para distorcer “fatos” e jogar a população contra os gestores que, amparados tecnicamente, tentam defender os parcos recursos públicos.

Também não é incomum vermos o relacionamento íntimo e pessoal entre empresários e figuras do alto escalão de entes públicos, relacionamento esse que muitas vezes tem contribuído para  que certos tipos de benesses, como a aprovação dos famigerados aditivos, engordem a margem de lucro de empresas.

O aditivo não é uma ilegalidade, é previsto em lei e se bem aplicado é uma ferramenta para corrigir distorções, como uma alta inesperada no custo de insumos, por exemplo. Também pode ser utilizado para a manutenção de um serviço até a realização de nova concorrência pública (Licitação), mas tem regras para sua aplicação e entre elas não está a questão de acertos financeiros políticos ou de campanhas futuras.

O ADITIVO DE CONTRATO, seja ele de tempo ou valor, não deve ser satanizado e sim certos políticos, empresários e ocupantes de cargos públicos, que dele querem se servir para engordar suas finanças, jogando a população contra administrações e engordando suas contas bancárias.

Não generalizo a questão, temos em nosso empresariado, em sua esmagadora maioria, pessoas de boa índole, trabalhadores e empreendedores honestos, temos políticos preocupados com o bem estar do povo e bem intencionados, assim como servidores públicos, em todos os escalões, preocupados em cumprir bem suas funções de servir a coletividade. Mas infelizmente as “laranjas podres” ainda continuam na caixa e isso só deve mudar, quando essas forem retiradas de caixas de madeira e colocadas em celas com grade de aço!

 

TONI REIS – CRP-1710/MS

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