Suspeito de furtar corpo teve relacionamento com mulher por 7 anos

Por TAINÁ JARA, DE DOIS IRMÃOS DO BURITI

 
O “adeus” dado por familiares e amigos da dona de casa Rosilei Potronieli, 37 anos, assassinada a facadas no último dia 10 de fevereiro, no município de Terenos, distante 27 quilômetros de Campo Grande, ainda  não pode ser acompanhado da tradicional expressão “descanse em paz”. Seu cadáver foi furtado do cemitério onde foi sepultado na cidade de Dois Irmãos do Buriti, a 120 quilômetros da Capital, horas depois de ser enterrado, na última segunda-feira, e apenas na noite de ontem foi encontrado, em Campo Grande. A reportagem do Correio do Estado, apurou que um dos suspeitos de sumir com o corpo teve um relacionamento de sete anos com a vítima.   

Inúmeras facadas desferidas por um trabalhador rural levaram a morte da dona de casa. O crime ocorreu em um bar e o autor, de 38 anos, se apresentou à polícia Civil na última quarta-feira (13). Em depoimento, ele negou qualquer envolvimento com o desaparecimento do cadáver. O crime ocorreu após uma discussão, pois ele teria esbarrado na vítima e derrubado bebida em sua roupa.  

Na boca dos moradores da cidade onde o cadáver desapareceu, a história aumenta um ponto a cada relato. Nem mesmo a Polícia Civil ainda conseguiu entender os motivos que levaram a subtração do corpo. “Após a apresentação do suspeito, nós pudemos ter certeza que o assassinato não tinha ligação com o desaparecimento do cadáver”, relatou a delegada Nelly Macedo. Os suspeitos já foram identificados, no entanto, não tiveram os nomes revelados. “Um deles era obcecado por ela”.

A DESPEDIDA

Eram os primeiros dias de 2019, quando a família viu pela última vez Rosilei. “Ela sempre vinha visitar a gente em datas especiais”, relembra o irmão Ezequiel Protonieli, 40 nos. Ela deixou a cidade de Dois Imãos do Buriti ainda muito jovem. Há mais de 20 anos. Passou por um casamento que resultou em cinco filhas. “Ela era uma pessoa com muita vontade de viver. Sempre estava muito animada”, descreve com lágrimas nos olhos a cunhada Neli Dias, 46 anos.

Depois do início do ano, a família só voltou a ter contato com a dona de casa depois de morta. Além da mãe e dos irmãos, participaram da despedida as filhas, entre 9 e 18 anos, e o ex-marido. “Depois de toda aquela celebração, tivemos aquela surpresa terrível no dia seguinte”. 

A SURPRESA

Demorou cerca de duas horas até que a polícia autorizasse a abertura da cova. A surpresa foi que a tampa do caixão estava quebrada e o corpo não estava mais dentro. Depois disso, fios de cabelo foram encontradas em um carrinho de mão e marcas de pneu de carro na capela do cemitério. Os portões do local são mantidos abertos e a iluminação é precária.

Foto: Luiz Alberto / Correio do Estado

CORREIO DO ESTADO

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