Após conversa com Moro, senador de MS repensa Coaf

Após conversa com o ministro da Justiça Sérgio Moro, senador Nelson Trad Filho (PSD) afirmou que pode mudar entendimento no que diz respeito a permanência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça. “Em viagem aos EUA, Moro me disse que houve aumento de 20% das atividades do Coaf, estou aguardando os número que ele ficou de me apresentar na segunda-feira (27)”, declarou o senador.

O senador tinha votado a favor da permanência do Coaf na Economia em discussão que ocorreu no início do mês, na comissão especial que analisa a media provisória. “Estudei o projeto e vi que existe comunicação entre os ministérios e então pensei em não mexer em algo que está dando certo”, justificou.

Sobre as manifestações populares, Nelson Trad Filho ponderou a opinião da sociedade e disse que as pessoas não estão entendendo a maneira como parlamentares estão votando. “Elas acham que quem vota para ficar na economia é porque é a favor da corrupção, mas o Coaf sempre atingiu seus objetivos”, explicou ele.

SENADO

Senadores de Mato Grosso do Sul terão que votar a proposta aprovada no Congresso Nacional que reconduz o Coaf para o Ministério da Economia. 

A senadora Simone Tebet (MDB) já anunciou que vai manter seu voto a favor da manutenção do conselho nas mãos de Moro. De acordo com Nelson Trad, a senadora Soraya Tronicke também compactua com o mesmo entendimento de Tebet. “Estou em conversação com as duas (senadoras)”, afirmou.

A discussão no Senado poderá ocorrer na próxima sessão, terça-feira (28). Lembrando que o Congresso tem até o dia 4 de junho para resolver a questão, do contrário, o Coaf retorna para o ministério da Economia, automaticamente.

Porém, mesmo que o Senado reprove a decisão da maioria dos deputados federais, a proposta retorna para a Câmara dos Deputados e após a votação em plenário, se o placar se repetir, a matéria segue para sanção de Bolsonaro.

COAF

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) tem como missão produzir inteligência financeira e promover a proteção dos setores econômicos contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo. 

O Coaf recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e comunica às autoridades competentes para instauração de procedimentos. Além disso, coordena a troca de informações para viabilizar ações rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores. 

O Conselho aplica penas administrativas nos setores econômicos para os quais não exista órgão regulador ou fiscalizador próprio. 

Por IZABELA JORNADA

 Foto: Divulgação

CORREIO DO ESTADO

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