Classificação do CV e PCC como terroristas deixa caminho livre para as milícias explorarem a população
As milícias irão ocupar o lugar deixado pelo tráfico
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) que classificou o Comando Vermelho e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como "Terroristas Globais Especialmente Designados".
O comunicado, assinado pelo secretário Marco Rubio, também afirma que os EUA pretendem designar os dois grupos criminosos como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir do dia 5 de junho.
Esse ato, pedido "de joelhos" por bolsonaristas, principalmente Flávio Bolsonaro, abre caminho para que o Brasil tenha sua soberania invadida por tropas americanas, liberando áreas controladas pelo tráfico para que milicianos possam explorar a as populações de periferia.
Um exemplo são as milícias cariocas, grupos criminosos armados que surgiram no Rio de Janeiro, formados principalmente por policiais, ex-policiais, bombeiros e agentes de segurança. Inicialmente, muitos desses grupos diziam combater o tráfico de drogas e oferecer “segurança” às comunidades, mas passaram a controlar territórios e explorar moradores por meio de extorsão e violência.
Como surgiram
As origens remontam aos chamados “grupos de extermínio” e à “polícia mineira”, especialmente durante e após a ditadura militar brasileira. Esses grupos ganharam força na Baixada Fluminense e na Zona Oeste do Rio nas décadas de 1980 e 1990.
Como atuam
As milícias controlam bairros e comunidades impondo taxas e monopólios ilegais sobre:
gás de cozinha;
transporte alternativo;
internet clandestina (“gatonet”);
TV a cabo ilegal;
venda de imóveis;
segurança privada.
Também são associadas a crimes como homicídios, tortura, desaparecimentos e corrupção política.
Diferença entre milícia e tráfico
Enquanto facções como o Comando Vermelho lucram principalmente com o tráfico de drogas, as milícias costumam lucrar pelo controle econômico e territorial das comunidades. Em muitos casos, porém, hoje há envolvimento também com o narcotráfico.
Expansão no Rio
Estudos apontam que as áreas dominadas por milícias cresceram rapidamente nas últimas décadas, especialmente na Zona Oeste e na Baixada Fluminense.
Casos conhecidos
Entre os grupos mais conhecidos estiveram:
Escritório do Crime;
Bonde do Ecko;
Liga da Justiça.
O ex-policial Adriano da Nóbrega foi um dos nomes mais associados ao chamado Escritório do Crime.
Há investigações, reportagens e suspeitas envolvendo pessoas próximas à família Bolsonaro e milicianos do Rio de Janeiro, especialmente no caso do ex-PM Adriano da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público como ligado ao grupo miliciano “Escritório do Crime”. Porém, é importante separar fatos comprovados, investigações e acusações ainda não condenadas judicialmente.
Os principais pontos citados em investigações e reportagens são:
O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, mantinha relação próxima com Adriano da Nóbrega, segundo investigações do MP-RJ.
A mãe e a ex-esposa de Adriano trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj.
Flávio Bolsonaro homenageou Adriano da Nóbrega com moções na Assembleia Legislativa do Rio quando Adriano ainda não era oficialmente acusado de chefiar milícia.
Reportagens afirmaram que investigadores suspeitavam de uso de dinheiro do esquema de “rachadinha” para financiar negócios imobiliários ligados à milícia. Essas suspeitas apareceram em documentos citados pela imprensa, mas não resultaram em condenação definitiva.
Investigações também apontaram contatos entre familiares de Queiroz e familiares de Adriano durante o período das apurações.
Por outro lado:
Jair Bolsonaro e seus filhos negam envolvimento com milícias e afirmam ser vítimas de perseguição política.
Parte das investigações sobre “rachadinha” foi anulada ou arquivada por decisões judiciais relacionadas ao uso de dados do Coaf e procedimentos do MP-RJ.
Até o momento, não houve condenação definitiva da família Bolsonaro por participação em organização miliciana.
Por TONI REIS, com informações Chat GPT
