Mulher com deficiência é resgatada de casa com larvas na cabeça e suspeita de abuso sexual
Há suspeita de que a vítima tenha sofrido violência sexual
Uma mulher, de 39 anos, com deficiência intelectual, foi resgatada de casa após ser retirada do Hospital Regional de Aquidauana pela mãe, de 56 anos. A vítima apresentava infestação de piolhos, múltiplas lesões no couro cabeludo, algumas em processo infeccioso e com larvas. Além disso, há suspeita de que ela tenha sofrido abuso sexual.
Conforme o registro policial, a vítima estava internada no Hospital Regional de Aquidauana. No entanto, o tratamento foi interrompido pela mãe. A mulher teria retirado a filha do hospital sem autorização médica no dia 22 de julho. Uma equipe de assistência social foi designada e foi à casa da família.
Durante a visita, as assistentes sociais receberam a informação de que a vítima estava sofrendo abuso sexual. Um tio dela estava no local, mas disse não conhecer o suspeito. Diante da situação, uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e levou a vítima ao Pronto-Socorro de Aquidauana.
A Polícia Militar da cidade também acompanhou a ocorrência. A equipe foi acionada pelo Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), que comunicou as denúncias envolvendo a vítima. Um registro de ocorrência de abuso sexual também foi registrado no dia 30 de julho.
Medida protetiva
Conforme o Ministério Público Estadual, a vítima e a mãe são acompanhadas pela rede socioassistencial de Anastácio devido à situação de extrema vulnerabilidade social e por limitações relacionadas à saúde mental delas. O órgão também destacou que essas situações comprometem a autonomia, a capacidade de autocuidado e o acesso regular às políticas públicas.
Diante disso, o Ministério Público Estadual solicitou o afastamento da genitora como curadora da filha e ingressou com pedido de medida protetiva extraordinária a fim de garantir a integridade física e o tratamento médico necessário.
O município de Anastácio também foi intimado por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para dar continuidade ao tratamento da paciente, sob penalidade de multa diária de R$ 500, em caso de descumprimento. Além do processo que tramita na 1ª Vara da Comarca de Anastácio, o caso também é investigado criminalmente.
A reportagem do Midiamax acionou a Polícia Civil para falar a respeito do caso, mas foi informada de que não se manifestará até que a delegacia responsável se pronuncie a respeito das investigações.
A delegada, Tatyana Zinger, titular da Delegacia de Anastácio também foi acionada, no entanto, não comentou o caso. O espaço segue aberto para manifestações.
Aline Machado, Claudemir Candido
MIDIAMAX
