Preso homem que agredia pessoas 'do nada' e cegou paciente que havia feito transplante de córnea
Vítima tinha acabado de recuperar a visão após dois anos na fila de espera
Um homem de 26 anos foi preso na tarde desta segunda-feira (26) pelo Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil, após uma série de ataques violentos no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. O caso mais grave envolve um paciente que, após esperar dois anos por um transplante, perdeu a visão devido à agressão.
O primeiro ataque aconteceu nas primeiras horas da manhã, em frente ao Instituto da Visão de Mato Grosso do Sul. A vítima aguardava atendimento para o acompanhamento de um transplante de córnea, quando foi atingida no olho esquerdo por um soco, sem qualquer motivo aparente (veja vídeo abaixo da matéria).
Devido à gravidade do ferimento, o paciente foi submetido a uma cirurgia de emergência e segue internado. O laudo médico é desanimador: aponta dano permanente e alta probabilidade de perda total da visão do olho recém-operado.
Após análise de câmeras de segurança e apoio da Guarda Civil Metropolitana (GCM), o autor foi identificado como um morador de rua conhecido pelo comportamento agressivo na região.
A prisão ocorreu de forma inusitada, enquanto as equipes realizavam buscas na tarde de ontem, o suspeito foi flagrado pela GCM agredindo uma segunda pessoa, novamente em frente ao Instituto da Visão e sem justificativa. Ele foi detido no ato e encaminhado à delegacia pelo GOI.
Histórico Criminal
A investigação da Polícia Civil revelou que este não foi um episódio isolado. O homem já possui sete registros policiais anteriores pelo mesmo tipo de crime. O padrão é sempre o mesmo: ataques violentos e gratuitos contra pedestres em áreas de grande circulação.
“A Polícia Civil atua de forma integrada para garantir a segurança e coibir crimes violentos, especialmente onde há grande fluxo de pessoas”, afirmou a instituição em nota.
O agressor permanece preso e à disposição da Justiça. Ele deve responder por lesão corporal de natureza grave, com o agravante do dano permanente causado à primeira vítima.
Por Cristina Nunes
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