Fernanda Melchionna aciona PGE por crime eleitoral cometido por Globo e Luciano Huck

29/09/2026 05h06 - Atualizado há 14 horas

Deputada do PSOL afirma ter levado o caso ao órgão eleitoral; plataforma diz ser apartidária e não recomendar candidatos

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Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) afirmou nesta segunda-feira (28) ter acionado a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra a plataforma Tem Meu Voto, divulgada pelo apresentador Luciano Huck no domingo (27), por suspeita de propaganda eleitoral irregular.

A parlamentar relacionou o pedido à divulgação da ferramenta por Huck durante o fim de semana. A iniciativa ocorre a seis dias do primeiro turno das eleições, marcado para domingo, 4 de outubro.

Huck apresentou o Tem Meu Voto durante o Domingão com Huck. A plataforma permite que eleitores respondam a perguntas sobre temas políticos e compara essas respostas com posições atribuídas a candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas.

O acionamento da PGE não significa, por si só, que tenha ocorrido irregularidade eleitoral. Caberá aos órgãos competentes avaliar os fatos apresentados e verificar se a divulgação da plataforma infringiu alguma regra aplicável à campanha eleitoral.

A própria ferramenta se define como independente e apartidária e afirma que não recomenda candidaturas nem indica em quem o usuário deve votar. Segundo a metodologia publicada pelo Tem Meu Voto, o resultado corresponde ao grau de proximidade entre as respostas do eleitor e as posições disponíveis para cada candidatura.

Como a plataforma calcula os resultados

O Tem Meu Voto utiliza oito temas em seu questionário. Eleitores e candidaturas são associados a uma escala de cinco posições, que vai da discordância total à concordância total.

A pontuação aumenta conforme a proximidade entre as respostas. Temas apontados pelo eleitor como mais importantes recebem peso maior no cálculo.

A plataforma informa que as posições das candidaturas podem ter diferentes origens. A prioridade é dada às respostas fornecidas diretamente pelos próprios candidatos. Na ausência delas, o sistema pode utilizar votações nominais de deputados federais e, em determinadas situações, posições calculadas a partir do comportamento das bancadas partidárias.

Quando não há informação disponível, a candidatura pode aparecer na base sem percentual de compatibilidade. O Tem Meu Voto também afirma que não utiliza inteligência artificial para inferir posições políticas e que os cálculos são realizados a partir dos critérios descritos em sua metodologia.

A base da plataforma reunia 19.847 candidaturas legislativas nesta segunda-feira. Os dados cadastrais e as fotografias utilizados pelo sistema são provenientes da base eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral.

O questionamento apresentado por Melchionna ocorre na reta final da campanha para o primeiro turno. Em 4 de outubro, os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.

Redação Brasil 247