Quem defende ditadura não deveria ser candidato, diz Alckmin
Vice-presidente deixa o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (2) para disputar as eleições
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse que políticos favoráveis a regimes ditatoriais não deveriam se candidatar em eleições de regimes democráticos. A declaração ocorreu durante o balanço do seu mandato à frente do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
“Quem defende ditadura não deveria ser candidato. Quem não acredita no povo, por que se candidatar?”, questionou. Alckmin deixa o comando do MDIC nesta quinta-feira (2).
Na última terça-feira (31) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que Geraldo Alckmin será pré-candidato a vice-presidente na sua chapa pela reeleição no pleito de outubro deste ano.
"O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez", afirmou o presidente.
Pela legislação, ocupantes de cargos no Executivo precisam deixar as funções até 4 de abril para disputar o pleito. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente.
Trocas ministeriais
Durante a reunião desta terça, Lula disse que ao menos 18 ministros devem deixar o governo. Segundo ele, a ideia é que os secretários-executivos assumam os cargos, para dar continuidade aos programas das pastas.
É o caso do Ministério da Fazenda, que agora é chefiado pelo antigo secretário-executivo da pasta, Dário Durigan, e da Casa Civil, que passará do comando de Rui Costa para a número dois da pasta, Miriam Belchior.
Vitória Queiroz e Alan Cardoso, da CNN Brasil, Brasília
